9 de mar de 2017

4 dicas para quem quer ser ilustrador.

Oi! Tudo bem?
O objetivo dessa postagem é ajudar de alguma forma, aqueles(as) que  querem  tentar a área de desenho, ilustração, quadrinhos, design gráfico, etc. Nada do que eu escrevo aqui são regras.
Eu aprendi com meus erros (quem nunca, não é mesmo?) e não custa nada dividir  umas dicas. 





1.   Divulgando seu trabalho

Há muitas formas de divulgar os nossos projetos, mas aqui estou falando mais sobre a divulgação na internet.
Todos sabem que as redes sociais nos ajudam muito.
Mas não basta jogar tudo lá e pronto.  
Você pode criar um blog, site, página, ou até mesmo colocar seus trabalhos em mais de um local (quanto mais locais, maior a chance de  prospectar  clientes)...
O importante é manter um mínimo de atualização, além da interação com os visitantes.
Será que eu tenho que falar que apropriação do trabalho dos outros é crime? Espero que não, mas não é o que se vê por aí.

Eu tenho essa página no Blogger há 7 anos, e aqui é um espaço mais informal onde coloco textos, opiniões pessoais além do meu trabalho.
Minha opinião pessoal sobre o Blogger: não utilize apenas essa plataforma.
Se tem muito texto no seu blogue o trabalho se perde ali.
 Uma plataforma que eu gosto muito é o Behance. O trabalho fica organizado e ajuda muito na hora de enviar para ser analisado.
Além disso o Behance é uma escola de estilos e a gente conhece trabalhos criativos do mundo inteiro.
 No seu espaço inclua dados importantes como telefone, email, links para outros sites, formação, aquilo  que você pode fornecer e também de preferência uma tabela de preços.
De resto, não se prenda a modelos e use a sua criatividade.
É muito útil aprender com outros artistas e ver como eles(as) resolvem sua divulgação, mas construa o que for melhor para você. E se lá pelas tantas não estiver do seu agrado, não tenha medo de mudar.
Em relação ao layout da página não se recomenda fundo musical, cores escuras ou berrantes e nada que cause desconforto ao leitor. Menos é mais.
Nas legendas das imagens coloque no mínimo  título, medidas, técnica, ano, seu nome, ou nome do grupo e contato.  Uma breve descrição também ajuda.
Não jogue o seu trabalho na internet sem maiores explicações.
As pessoas se interessam quando veem como foi o processo, e as vezes elas  não  fazem  idéia dos materiais  que usamos.
Isso torna a visita ao seu espaço mais convidativa. Também divida aquilo que sabe. Isso gera conteúdo que  atrai visitantes, e assim você está ajudando mais gente (não copie o conteúdo dos(as) coleguinhas, sem a permissão e sem citar  as fontes).

2- Defina uma data para 'deixar de ser iniciante'.

Quando a gente está começando na área de ilustração é super normal não saber cobrar, ter vergonha, confiar em gente duvidosa e levar calote, etc.
Mas durante esse  começo você investirá  tempo e dinheiro em material, cursos, muito treino e leituras. Depois de anos de prática talvez você não seja, ainda, um veterano... Tampouco um iniciante.
Então defina um período de alguns meses-anos que você vai usar para aprender  o máximo possível sobre a profissão de ilustrador, treinando, lendo, aprendendo com os outros.... E depois dessa data pare de referir a si mesmo como alguém que está “apenas começando”.
É claro que só se aprende com a prática. E você vai sempre aprender independente de ter começado hoje ou há 50 anos.
Portanto não seja dessas pessoas que estão nessa há  10, 15, 20 anos, e agem como iniciantes.
Eu passei quase 10 anos com essa mentalidade. Eu achava que se eu dissesse “não” eu estaria fechando portas.
Portanto eu sei que as desculpas mais comuns que a gente dá para ficar  na zona de conforto são:
“No começo é muito difícil”  e  “A gente tem que ralar muitíssimo para ganhar o mínimo”.

O que nos leva ao terceiro  ponto:

3-  Cuidado com as crenças limitantes.

A gente sabe que  “no começo é muito difícil” e “ a gente tem que ralar muitíssimo para ganhar um mínimo” são as crenças limitantes mais comuns que a gente cria para inconscientemente  tomar na cabeça. O problema dessas crenças é que elas não te levam a lugar nenhum.
Primeiro porque todas as profissões tem seus prós e contras, ainda mais a nossa que mal é considerada profissão.
Sim, a gente  tem que cobrar pouco, e as vezes a gente vai fazer coisas de graça. Quando eu comecei como caricaturista ninguém confiava que eu podia fazer uma caricatura. Então nos três primeiros anos de eventos, eu tinha que fazer de graça pra mostrar que eu sabia.
Sem contar as belissímas constatações que eu recebia do tipo “ Nossa, tu desenha muito bem pra uma mulher!” e “ Até que pra uma mulher tá bom”.
E eu não me arrependo por que isso fez parte do processo. Mas chega um momento em que você não tem que provar mais nada pra ninguém, e é aí que eu vejo muita gente perdendo tempo.

Ok ok...Você pode achar que está sendo muito nobre trabalhando de graça até para quem poderia te pagar.
Inclusive, Deus tá vendo seu esforço e a Pixar vai bater na sua porta com um contrato milionário... Só que não!
Vou admitir uma coisa para vocês: se eu sou um cliente atrás de uma ilustração e tenho a oportunidade de contratar aquele cara de desenha super bem mas vive se lamentando, não me passa constância e vive se queixando, ou contratar aquele outro que não é nenhuma Brastemp mas é simpático, disponível e torna a minha vida mais fácil, sem dúvidas eu contrato o “nenhuma Brastemp”.  Ninguém valoriza quem não se valoriza! E isso é pra tudo na vida.
Se  você está nessa há anos e ainda se diminui você não está fazendo cosplay de Madre Teresa... E sim de simplório(a)!
Uma das  maneiras de tornar a nossa vida de desenhista menos difícil é o que nos leva ao quarto  ponto:

4- Seja Organizado(a).
Antes de tudo, um desenhista ilustrador não é só um artista mas também um prestador de serviços e que, portanto, precisa trabalhar com ferramentas específicas.
Além do portifólio, site, cartão de visita e do que pode oferecer como artista, é importante dar um feedback e atender em tempo as propostas, respeitar a opinião dos clientes e sempre trabalhar com briefing.
Quando eu pegava trabalhos sem nenhum contrato ficava aquele clima de informalidade, e algumas vezes o cliente queria insistir que tinha pedido mais coisas ( pagando o mínimo). Sem contar aquelas pessoas que te pedem um trabalho, e depois de tudo feito desistem achando que nosso tempo perdido é M.
O briefing nesse sentido, é muito útil para ‘separar o joio do trigo’.  Quem é sério e tem certeza do que quer não vê problemas em pagar um adiantamento e assinar um contrato, mesmo que seja bem simples. Quem pede por pedir e sabe que no fundo não quer nada com nada, não vai se comprometer nesse nível. O briefing é útil como SUA garantia e do cliente que te contrata.
Por hoje é isso!
Ainda quero escrever sobre outras dicas, portifólio e detalhar mais o que é o briefing em outro momento.
Espero ter ajudado. Qualquer coisa escreva aí nos comentários, inclusive sugestão de idéias são muito bem vindas!
Abraços,

Rosali

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